Review: Histórias Assustadoras para Contar no Escuro (2019)

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No enredo, um grupo de adolescentes decidem invadir uma casa abandonada e encontram um livro escrito por Sarah Bellows, uma jovem morta há muitos anos, com terríveis segredos e que é considerada uma lenda urbana pelos habitantes da pequena cidade de Mill Valley, EUA. As histórias, supostamente, escritas com sangue de vítimas, são completamente macabras e ficam ainda pior, quando passam a se tornar realidade.

Com uma história ambientada na década de 60, Histórias Assustadoras para Contar no Escuro, chega aos cinemas brasileiros em agosto de 2019, produzido pelo aclamado Guillermo Del Toro (vencedor do Oscar por A Forma da Agua, 2017) e dirigido por André Øvreda (do sensacional A Autópsia, 2016).

A premissa do filme é baseada na trilogia de livros de mesmo nome, idealizado e escrito por Alvin Schwartz, e é nitidamente inspirado em grandes produções da atualidade, como a série da Netflix Strangers Things e a nova adaptação de IT com direção de Andy Muschietti.

Na trama principal, temos um grupo de adolescentes, de certa forma ‘excluídos’ da comunidade e que em busca de aventura adentram uma casa abandonada, tida como mal-assombrada pela cidade. Nesta exploração, acabam encontrando um livro com histórias assustadoras, que vão pouco a pouco tornando-se a realidade dos jovens.

Apesar de não ser inovador na temática e se apoiar em um conceito já consolidado no gênero, o filme é bem interessante e consegue manter o público atento em todo o seu tempo de duração. O primeiro ato desenvolve-se de forma gradual, com a introdução dos personagens e a exploração bem breve de seus conflitos pessoais. O segundo ato, ocorre de forma mais dinâmica e consegue trazer de forma consistente a apresentação das histórias assustadoras e a sua ligação com os personagens principais. E aqui, meus amigos, há o grande tesouro do filme. Del Toro, sabe, como ninguém, criar monstros assustadores.

Já o desfecho é bem simples, não chega a decepcionar, mas também não atende as expectativas geradas ao longo do filme. A história principal focada no passado de Sarah Bellows é brevemente explorada e traz uma solução mediana e pouco convincente, que até nos faz pensar: “Ué, deu certo?”. Talvez isso se explique por ter uma classificação indicativa de 14 anos e ele é em toda a sua base consistido numa trama de terror adolescente, então nesta perspectiva, o final é Ok, traz uma solução simples e aceitável e ainda deixa brecha para uma possível sequência.

O elenco, no geral, é carismático e consegue conquistar e agradar o público, com destaque, claro, para a turminha de adolescentes que mandou muito bem!

Histórias Assustadoras para se Contar no Escuro, remonta ao terror clássico, instiga o medo a partir de criaturas horrendas, não há a exploração de terror psicológico, o que faz com que o filme ganhe muitos pontos, pois as vezes, tudo que queremos é apenas uma história de terror bem contada, sem se envolver com o sofrimento dos personagens.